Abrem-se as cortinas para o grande espetáculo em 1940 em Cordeirópolis

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inauguração

Cinema, Teatro, Música, agitavam Cordeirópolis em décadas passadas

Mais uma vez o Portal JE10 traz uma reportagem que foi publicada no jornal impresso, em fevereiro de 2008, onde trazemos toda a história do teatro e apresentações em Cordeirópolis. Arte essa que era desenvolvida pelo saudoso Manoel de Souza Loureiro, mais conhecido por “Mané Loureiro”.

Loja Barbosa (3)

 

Vamos relembrar

Como qualquer outra cidade do interior, a pequena Cordeirópolis tinha grande relevância na agricultura. Com apenas três ruas (nos anos 30), o giro financeiro do local se baseava no comércio, o restante eram colônias de casas em grandes fazendas, sendo que as ruas eram somente de paralelepípedos.

 

“Havia mais morador nas colônias do que na cidade. Já no Centro, em cada esquina, existia um comércio, pois era o que movimentava a economia da época. O que tinha de mais importante no município era a Cia. Paulista de Estrada de Ferro com locomotivas movidas a vapor. Eram mais de 400 funcionários trabalhando na companhia, isso fez Cordeirópolis deslanchar”, contou Teleforo Sanches (com 85 anos na entrevista em 2008- in memoriam ) que chegou à cidade por volta de 1927, quando seu pai montou uma padaria na esquina da Viscondi do Rio Branco com a rua José Bonifácio.

 

“Cordeiro”, como era conhecida na época, foi se desenvolvendo e ganhando estrutura através da Cia. Paulista, com a chegada de pessoas vindas de outras cidades.

Mesmo com poucos moradores o lazer e as artes culturais predominavam, com as peças teatrais e cinemas. Eventos esses que eram realizados por amor e dedicação à cultura. A seguir cenas dos próximos capítulos, com histórias narradas pelos atores amadores da época.

Peças teatrais – Os teatros improvisados, cenários confeccionados a base de papelões e panos artesanalmente levavam horas e até dias para serem arrumados pelos próprios atores.

 

Apresentação Louco da Aldeia em 18/03/1956. Arquivo: Moacir Ribeiro

 

“Me recordo da encenação da paixão de Cristo por volta de 1978 que precisamos de uma semana inteira pra deixar pronta a cena da crucificação, sendo que esta não durou mais do que seis minutos”, lembrou José Valdir Vidoretto, mais conhecido como “Miúdo”.

 

Noite Feliz 21/12/1958 Arquivo: Moacir Ribeiro

 

Primeiras peças teatrais décadas de 40 – As pessoas entrevistadas, que viveram a era “majestosa” das grandes peças teatrais, afirmaram que as primeiras foram realizadas na década de 40, conforme contou Moacir Hespanhol na entrevista com 83 anos (in memoriam).

 

Rosas de Nossa Senhora
(09/10/1960) Arquivo Moacir Ribeiro

 

“A montagem de Branca de Neve e os Sete Anões foi uma das primeiras a serem apresentadas. Não me esqueço dela, pois quando fomos apresentar, em Leme, vimos que tínhamos esquecido a espingarda do caçador e eu era o caçador. Tive que improvisar que mataria a Branca de Neve enforcada”, disse sorrindo.

 

Teatro em 22 de agosto de 1940 Branca de Neve. Lourdes Massuti – Branca de Neve; Edith MInganti – Rainha; José Spolador – Rei; Edmir Soares – principe; Moacir Hespanhol – caçador; Cesar Cipoleta – cap. da guarda; Anões: Ana Romano (Feliz); Nele Massuti (Dunga); Edna Minganti (Atchim); Therezinha Lazarotto (Zangado); Ella Carandina (Soneca); Alice Marques (Dengoso); Inês Hespanhol Hubner (Mestre). Arquivo: Osvaldo Hubner

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